Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820

Composição

5 Gêneros

Fotos | Sons

Picidae

No Brasil encontramos 51 espécies da família Picidae.

Os pica-paus são aves relativamente fáceis de se identificar na natureza pelo observador de aves, pois possuem uma característica muito especial: são hábeis “cavadores de buracos em troncos”, o que fazem com o forte bico, a procura de alimentos. Sua língua é vermiforme e muito longa, sendo um eficiente instrumento para a coleta de insetos que ficam no interior dos “furos que faz na madeira”.
Normalmente os machos distinguem-se das fêmeas por possuírem “bigode” (estria malar) normalmente vermelho ou mancha desta cor na nuca. A cauda é utilizada como órgão de apoio para que fique verticalmente nos galhos. São aves que nidificam em ocos de árvores, os quais cavam com seus fortes bicos. Vocalizam de forma estridente, sendo por isto conhecidos por “gritadores”, utilizando o “tamborilar” como meio de comunicação. O “tamborilar” é quando a ave bate em um troco de arvore oco produzindo um som parecido com uma batida que chega a alcançar grandes distâncias na floresta. Parece que serve também para delimitar território.

Um impacto de força G (força de aceleração da gravidade) entre 80 e 100 é suficiente para causar em você uma concussão cerebral, mas o pica-pau suporta um impacto de cerca de 1200 G ao bater seu bico numa árvore - sem ficar nem mesmo com dor de cabeça! Sua cabeça se desenvolveu com 4 estruturas diferentes, as quais lhe possibilitam bicar uma árvore até 22 vezes por segundo sem nenhuma lesão no cérebro: um bico forte, mas flexível; um hioide - estrutura de osso e tecido elástico que envolve o crânio; uma área de osso esponjoso no crânio; e um pequeno espaço entre o crânio e o cérebro para o líquido cerebrospinal.

Os pica-paus maiores como dos gêneros Celeus, Dryocopus, Colaptes e Melanerpes possuem um voo característico ondulado, que os denuncia a distância, ficando fácil ao observador identifica-los. Já os pequenos Picumnus vivem praticamente no meio das folhagens e voam pequenas distâncias, praticamente pulando de galho em galho. Em vista de nidificarem em ocos de árvores, os grandes pica-paus encontram-se em declínio populacional devido a derrubada das florestas ou de arvores grandes em florestas remanescentes, por ficarem impossibilitados de procriar.

Os pica-paus colhem seu alimento em constante movimento no tronco das árvores; nesta atividade mantêm a cabeça para cima e as unhas fortes e curvas agarradas no substrato. Os dedos II e III ficam voltados par a frente, os I e IV para trás; estes dois últimos podem se dispor em posição lateral. As rectrizes, com as raques rígidas, apoiam-se no tronco. Este conjunto de adaptações dá à ave um excelente equilíbrio enquanto procura alimento em troncos verticais e inclinados; primeiro eles exploram e alargam as cavidades onde se alojam larvas de insetos e depois introduzem nelas a língua longa, muito móvel e proctátil, umedecida com muco produzido pelas glândulas salivares. Ainda com o bico reto e forte, acionado por uma musculatura especializada, o macho e a fêmea escavam seus ninhos em troncos não muito duros; nesta cavidade, sem revestimento interno, são postos os ovos branco-brilhantes, que são incubados pelo casal durante 11 a 14 dias, atingindo-se mais de 20 dias nas espécies de maior porte. Quando nascem os filhotes, os pais, além de alimentá-los e protegê-los, retiram os restos fecais do ninho, promovendo assim a sua limpeza. Os filhotes abandonam o ninho após 18 a 35 dias, quando ainda são incapazes de voar, permanecendo algum tempo nos galhos próximos a ele.

Em relação às manifestações sonoras, os pica-paus são conhecidos por produzir sons rítmicos enquanto bicam troncos e galhos de árvores e outros tipos vegetais (tamborilar). Este som tem sido associado à proclamação territorial. O ritmo de batidas na madeira é nitidamente diferente daquele produzido enquanto a ave forrageia (SHORT 1982; WINKLER el a!. 1995). Além do tamborilar, os pica-paus apresentam um repertório vocal no qual pode ser reconhecido o canto, com função similar ao tamborilar, ambos associados ao reconhecimento especifico (SHORT 1982; SICK 1985, 1997; VIELLIARD 1986; WINKLER et a!. 1995).

Espécies

Referências

Galeria de Fotos